10 Jogos de Cartas Portugueses para te divertires
Por Miguel
Atualizado em Sep 20, 2025

Seja oferecido por uma marca ou comprado numa papelaria, quase toda a gente tem um baralho guardado algures. É surpreendente como basta isso para que os jogos de cartas portugueses façam parte de tantos momentos da nossa vida, desde tardes na praia até serões animados nas festas.
A verdade é que crescemos a jogar sueca, mas hoje também é cada vez mais comum experimentar jogos no casino online. Seja qual for a tua preferência, encontras aqui os jogos de cartas mais populares e a explicação das suas regras.
E se quiseres alternar entre tradição e digital, no BacanaPlay tens sempre acesso não só a blackjack, mas também a jogos como slots e a bónus diários que complementam a tua experiência. Já para novos jogadores, o bónus de boas-vindas pode ser uma forma de começar.
Principais jogos de cartas portugueses
Não há dúvidas que os portugueses são dos povos mais criativos a inventar jogos. Algumas das opções que te vamos listar abaixo, é óbvio, são adaptações daquilo que também se joga no estrangeiro, mas outras são bem nacionais. Especialmente os jogos de 40 cartas, que parecemos ter alguma dificuldade para baralhar mais do que isso! 😅
#1 Sueca
Isto começa bem! Um jogo de cartas português… chamado sueca. Mas é mesmo assim e a sueca é, provavelmente, o mais popular jogo de cartas português. Apesar de precisar de 4 ‘parceiros’ para jogar, a sueca é O jogo de cartas em Portugal.
Trata-se de um jogo de vazas jogado a pares. As equipas de dois jogadores sentam-se numa mesa, em lugares alternados, com os jogadores de cada equipa sentados de frente um para o outro. Mas antes de começarmos a ‘dar cartas’, vamos ver algumas regras importantes:
É proibido fazer renúncia
É proibido fazer qualquer tipo de sinais ao parceiro
É proibido falar durante um jogo
Regras da sueca
Funcionando como um jogo de vazas jogado por quatro jogadores, em equipas de dois, a sueca usa apenas 40 cartas (retiram-se 8, 9 e 10). Cada jogador recebe 10 cartas e o naipe de trunfo é definido pela carta virada pelo distribuidor após a distribuição. O jogo decorre no sentido dos ponteiros do relógio e é obrigatório assistir ao naipe sempre que possível. A carta mais alta do naipe jogado vence a vaza, exceto quando é jogado trunfo, caso em que o trunfo mais alto ganha.
O objetivo é a equipa somar mais pontos do que a adversária numa ronda, num total possível de 120 pontos. As cartas têm valores distintos: Ás (11), 7 (10), Rei (4), Valete (3), Dama (2) e restantes (0). A equipa que fizer 61 pontos ou mais vence a mão. Por isso, um resultado de 60–60 significa empate.
#2 Bisca
O jogo da bisca tem muitas regras parecidas com as da sueca, mas pode ser jogado por dois a 4 jogadores e com 3 cartas de mão cada um. É um dos jogos mais populares a seguir à sueca e, muitas vezes, é o jogo de cartas português escolhido sempre que não há parceiros suficientes para uma ‘suecada’.
Regras da bisca
Tal como a sueca, a bisca é um jogo de vazas com algumas características semelhantes. Neste caso, é jogada com 40 cartas, cada jogador recebendo 3 cartas. A carta seguinte à distribuição é virada e define o trunfo, ficando por baixo do monte restante. O jogador que recebeu cartas primeiro inicia a jogada e, nesta fase, não é obrigatório assistir ao naipe. Por isso, cada jogador pode jogar qualquer carta. A vaza é ganha pela carta mais alta do naipe jogado ou pelo trunfo mais alto. Quem vence recolhe as cartas e ‘bisca’ (retira a próxima carta do monte), seguido pelo adversário.
Quando o monte termina, passa a ser obrigatório assistir ao naipe. O jogo prossegue até todas as cartas serem jogadas. Vence o jogador que conseguir chegar a mais pontos (61 ou mais).
#3 Copa
A copa é um dos jogos de cartas portugueses mais populares e um dos poucos que é jogado com o baralho completo, ou seja, com as 52 cartas. A verdadeira particularidade do jogo das copas é que aqui tem de recolher o mínimo de copas possível, de preferência nenhuma.
Regras do jogo das copas
Existem diversas variantes do jogo de copas. Numa das versões mais comuns, cada jogador recebe 13 cartas e o jogo começa sempre com o 2 de paus, que deve ser jogado por quem o tiver. Os jogadores, no sentido dos ponteiros do relógio, têm de seguir o naipe sempre que possível e só podem descartar outro naipe se não tiverem cartas do naipe puxado. As copas não podem iniciar uma vaza até estarem ‘partidas’, ou seja, até alguém ser obrigado a descartar copas numa vaza de outro naipe. A vaza é ganha pela carta mais alta do naipe inicialmente jogado.
No final de cada mão, contam-se os pontos recolhidos. Cada carta de copas vale 1 ponto e a Dama de Espadas vale 13 pontos. O jogo continua até um jogador atingir o total previamente acordado (normalmente 50 ou 100 pontos), vencendo quem tiver menos pontos acumulados.
#4 Sobe e desce
O sobe e desce é um jogo de cartas tradicional português, jogado por 4 ou 5 participantes, onde o objetivo é reduzir pontos ao longo das mãos. Existem várias variantes deste jogo e a que se segue é uma das versões mais comuns, praticada sobretudo em grupos familiares.
Regras do jogo sobe e desce
Nesta variante, cada jogador começa com 20 pontos (4 jogadores) ou 25 pontos (5 jogadores), e cada mão é jogada com cinco cartas por participante. O distribuidor pode tirar o trunfo por cima, ficando obrigado a ir a jogo, ou por baixo, não ficando obrigado. Depois da distribuição, cada jogador decide se vai a jogo. Quem pedir cartas (entre uma e cinco) só o pode fazer uma vez e fica automaticamente obrigado a jogar. O objetivo é fazer vazas: cada vaza reduz 1 ponto e terminar a mão sem vaza aumenta 5 pontos.
O trunfo pode ativar regras especiais. Se for copas, cada vaza conta a dobrar e não fazer vaza faz subir 10 pontos. Se for paus, todos os jogadores são obrigados a ir a jogo. Além disso, qualquer jogador com 5 pontos ou menos também é obrigado a jogar. Contudo, como estas regras podem variar de grupo para grupo, é importante combiná-las antes de começar.
#5 Jogo da lerpa
Confesso que hesitei um pouco antes de escrever sobre o jogo da lerpa. É associado ao mundo do jogo clandestino, por popularmente ser um jogo a dinheiro em cafés e tabernas. Lembra-te sempre disto: para jogares a dinheiro, deves fazê-lo de forma legal num casino físico ou num casino online como o BacanaPlay. E nesses, não há jogo da lerpa.
Mas a lerpa não tem obrigatoriamente de ser jogada a dinheiro. Podes jogar a feijões, literalmente.
Regras da lerpa
O jogo da lerpa também utiliza um baralho de 40 cartas. Neste caso, pode ser jogado por um grupo que varia entre três e treze participantes. Antes de começar, os jogadores acordam quem será o distribuidor da mão e quem tem a responsabilidade de revelar o trunfo. Além disso, também determinam a aposta mínima obrigatória, podendo jogar com feijões, fichas, entre outros. Cada mão é disputada com três cartas por jogador e o objetivo passa por evitar ficar sem qualquer baseada.
Quando um jogador não consegue ganhar nenhuma vaza numa mão, considera-se que ‘lerpou’. Nessa situação, o jogador é penalizado e deve colocar no pote uma quantidade idêntica à que tinha sido utilizada na jogada anterior, acrescida da sua própria aposta mínima dessa ronda.
#6 Jogo do burro
E com o jogo do burro chegamos à parte dos jogos de cartas para toda a família. O jogo do burro é um dos jogos com mais variantes, mas em quase todas elas ‘ganha’ o nome pela original forma de pontuação. Sempre que um jogador perde um jogo, é-lhe atribuída uma letra da palavra ‘BURRO’. O primeiro a somar as 5 letras é o ‘burro’ e perde o jogo.
Regras do jogo do burro
Numa das variantes do jogo do burro, participam entre 4 e 6 jogadores, cada um recebendo três cartas. O primeiro jogador coloca uma carta na mesa e os restantes, pela ordem dos ponteiros do relógio, devem jogar uma carta do mesmo naipe. Quem jogar a carta mais alta ganha a vaza e inicia a jogada seguinte. Se um jogador não tiver carta do naipe pedido, deve tirar cartas do monte até encontrar uma que lhe permita jogar.
A ronda termina quando um dos jogadores ficar sem cartas. Os restantes contam as pintas das cartas que lhes sobraram na mão e esse total corresponde aos ‘anos de burro’ acumulados nessa jogada. O jogador que tiver mais anos de burro recebe uma letra da palavra BURRO, avançando-se depois para a mão seguinte.
#7 Guerra
O jogo da guerra é um clássico dos baralhos tradicionais e pode ser jogado por 2 ou 3 participantes, sendo a versão a 2 a mais equilibrada e comum. O objetivo é conquistar todas as cartas do adversário através de confrontos diretos de valores.
Regras do jogo da guerra
No início, o baralho é dividido em partes iguais entre os jogadores (retirando um duque caso sejam três). Cada jogador revela a carta do topo do seu monte e a carta mais alta vence a rodada, recolhendo todas as cartas jogadas. O jogo prossegue desta forma até que um dos participantes reúna todas as cartas.
Sempre que duas cartas com o mesmo valor são reveladas, inicia-se a chamada guerra. Nesse caso, cada jogador coloca uma carta virada para baixo e, em seguida, outra virada para cima. A carta mais forte desta nova rodada vence todas as cartas envolvidas. Se o empate se repetir, o processo continua até existir um vencedor.
#8 Mão em cima
O jogo da mão em cima pode ser jogado por tantos jogadores quantos couberem à volta da mesa e consigam chegar com a sua mão ao centro da mesma. Mas se forem mais do que 3 ou 4 jogadores, aconselho vivamente que joguem com mais do que um baralho.
Regras da mão em cima
As cartas são distribuídas de forma equitativa por todos os jogadores e estes vão colocando, à vez, uma carta sobre a mesa. Certas cartas, quando saírem, obrigam todos os jogadores a fazer uma determinada ação. É aqui, normalmente, que o jogo se decide. Ganha o primeiro jogador que conseguir ficar sem qualquer carta nas mãos.
#9 Detetive
Este é um jogo muito simples e, por isso, ideal para diversão para toda a família. Para jogar, deves separar de um baralho um número de cartas igual ao número de participantes no jogo. O ideal é que participem, pelo menos, 5 ou 6 jogadores. Pelo menos uma das cartas que escolheste do baralho deve ser um Ás (o Detetive) e outra um Rei (o Assassino).
Regras do detetive
Depois de baralharem as cartas e de cada jogador receber uma carta, começa o jogo. O objetivo do jogo é o Assassino ‘matar’ todos os jogadores piscando-lhes o olho, sem ser visto pelo detetive. Se conseguir, ganha. Se for apanhado, perde e o vencedor é o detetive.
#10 Peixinho
O jogo do peixinho é muito popular sobretudo entre as crianças, por ser muito fácil de perceber as regras e de jogar. Mas todos podem jogar e torna-se ideal para uma tarde ou noite em família, com a participação de toda a gente.
Regras do peixinho
Cada jogador recebe 7 cartas, ou apenas 5 se forem mais do que 4 jogadores, e as cartas que sobram são colocadas sobre a mesa. Depois, o primeiro jogador pede a outro jogador à escolha se tem uma determinada carta. Contudo, é obrigatório ter na sua mão pelo menos uma carta igual à que pede. Se o outro jogador tiver uma ou mais cartas das que foram pedidas, terá de entregá-las a quem pediu.
Se o jogador pedir uma carta que o outro não tem, terá de ir tirar uma carta ao monte e passa a sua vez de jogar, a não ser que tenha a sorte de retirar a carta que tinha pedido. Nesse caso, continua a jogar. O objetivo do jogo é fazer ‘Peixinhos’, ou seja, juntar as quatro cartas iguais dos naipes diferentes. Vence o jogador que tiver feito mais peixinhos.
Como os jogos de cartas chegaram a Portugal
A origem dos jogos de cartas é longínqua, tanto em termos temporais como geográficos, e isso dava certamente um ‘post’ por si só. Vou colocar na minha lista, para uma publicação futura, mas por agora vamos focar-nos na forma como os baralhos de cartas chegaram ao país para aparecerem os primeiros jogos de cartas portugueses.
Os baralhos de cartas terão sido inventados na China por volta do século X e, desde então, não pararam de evoluir até chegarem à forma tradicional de 52 cartas e quatro naipes que conhecemos hoje. Mas os primeiros registos de baralhos de cartas na Europa remontam ao século XIV, ligados a Itália e a Espanha.
Esses primeiros conjuntos de cartas terão chegado pela mão de mercadores com fortes ligações ao comércio árabe, onde os jogos de cartas já se tinham popularizado nos séculos anteriores. E é nesta fase que acreditamos que terão também chegado a Portugal. A maioria dos registos não refere o nosso país nessa ‘entrada’ dos jogos de cartas na Europa, mas as ligações comerciais ao mundo árabe eram tão fortes como as de outros países.
Porta de entrada das cartas na Europa
É difícil acreditar que Portugal não tenha sido também uma ‘porta de entrada’ dos jogos de cartas na Europa. Por outro lado, os ‘nossos’ naipes são iguais aos dos baralhos internacionais, enquanto Espanha e Itália mantêm as espadas, mocas, taças e moedas. Isso pode explicar-se pela nossa maior abertura aos ‘estrangeirismos’, ou também indiciar que a rota dos baralhos de cartas seguiu de Itália e Espanha para outros países europeus antes de ‘dar a volta’ e entrar em Portugal.
Seja como for, desde que o baralho tenha 52 cartas e quatro naipes diferentes, dá para jogar qualquer jogo de cartas português. E para alguns deles bastam até 40 cartas.
Onde é que o blackjack entra na equação?
Considerado um dos jogos de cartas mais icónicos de todos os tempos, o blackjack nasceu nas mesas francesas e rapidamente conquistou casinos em todo o mundo. A revolução digital ampliou ainda mais a sua popularidade, com versões online que tornaram o jogo mais acessível.
O objetivo é direto, o de alcançar um total o mais próximo possível de 21, sem ultrapassá-lo e superar a mão do dealer. Cada jogador recebe duas cartas e pode decidir pedir mais, manter a mão, dobrar a aposta ou dividir pares.
Resumo rápido
De certa forma, os jogos de cartas portugueses fazem parte da cultura lúdica do país e acompanham gerações em momentos de convívio. Desde a sueca até ao blackjack, cada um com regras próprias, estes jogos aliam tradição e modernidade. Continuando populares tanto em encontros informais como no ambiente digital, existem opções para todos os perfis e idades.

Miguel
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